Enviar Metaforas O livro de metaforas tem 7 metaforas |
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| As Duas Pulgas |
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| Karnopp | |
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Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra: - Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas. Elas então contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra: - Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente. Elas então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu... A primeira pulga explicou por quê: - Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez. E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos.... Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou: - Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica? - Não, reengenharia! Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento. - E por que é que estão com cara de famintas? - Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você? - Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha: - Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia? - Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora. - Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas. quiseram saber as pulgonas... - Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança". MORAL: Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.
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| 6
| Leopardo e o Riacho |
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| Rene | |
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Existia um leopardo muito veloz que vivia na floresta do Brasil. Em uns dos seus passeios velozes descobriu um riacho e próximo dele tinha uma placa que dizia se você fizer esse caminho e beber da água deste riacho você sentirá que teve um dia completo de muita alegria. Então o leopardo fascinado com a descoberta, todos os dias fazia esse percurso e cada dia mais veloz, tão veloz que ninguém o perceber. E ao passar dos dias ele foi ficando cansado e frustrado, pois não sentia alegria alguma nessa corrida exaustiva, mas ele fico tão triste que um dia percorreu esse caminho lentamente sem animo algum de chegar ao riacho e algo fascinante aconteceu! Aos poucos foi ouvindo os pássaros cantarem tranqüilizando sua alma foi sentindo o aroma das flores e seu pulmão foi se enchendo de energia seus olhos quase não acreditavam no balanço magnífico das arvores e ao fim chegou no riacho e matou sua cede no riacho de água cristalina. Autor: Renê Carvalho
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| 5
| O Leão chefe e o Gorila |
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| Rene | |
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Em uma aldeia muito distante das cidades povoadas vivia um leão chefe, chefe porque era assim que ele acreditava que era, ele era muito conhecido por toda a aldeia e muito contemplado pelos animais devido aos seus sermos fantásticos e seus dizeres, mas em seu lar só havia ofensas de sua parte, não tinha paciência para ouvir e refletir onde estava a verdadeira causas dos problemas ou se realmente existia problemas. Até que um dia ele encontrou um gorila gigantesco, porém muito sereno e afetuoso, que foi ouvir seus sermos. Ao final o Leão chefe encontrou o gorila e questionou porque você com esse tamanho todo não fala nada? Ele simplesmente disse: Só falo o que eu realmente faço! Renê Carvalho.
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| 4
| Pare de comer Açucar |
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| Miro | |
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UMA HISTÓRIA DE GANDHI Gandhi certa vez foi procurado por uma mãe que levou o filhinho consigo, e lhe pediu: - Gandhi, este menino come muito açúcar. Já tentei de tudo e não consigo que ele pare com isso. Como ele gosta muito de você, com certeza irá obedecê-lo. Por favor, peça para que ele pare de comer açúcar! Gandhi pediu àquela mãe que voltasse uns 15 dias depois. Tempo decorrido a mãe o procura novamente e Gandhi olha o menino com bastante atenção e diz: - Pare de comer açúcar! O menino baixou a cabeça mas fez sinal de que iria obedecê-lo. A mãe não entendeu nada daquilo e perguntou, super intrigada: - Gandhi, por que você não falou isso há 15 dias atrás? - É que há 15 dias atrás eu também comia açúcar! QUANTAS VEZES EXIGIMOS DO OUTRO AQUILO QUE AINDA NÃO CONSEGUIMOS MUDAR EM NÓS?
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| 3
| Sobre a Coragem de Experimentar |
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| webmaster | |
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Um rei submeteu sua corte à prova para preencher um cargo importante. Um grande número de homens poderosos e sábios reuniu-se ao redor do monarca. “Ó vós, sábios”, disse o rei, “eu tenho um problema e quero ver qual de vós tem condições de resolvê-lo.” Ele conduziu os homens a uma porta enorme, maior do que qualquer outra por eles já vista. O rei esclareceu: “Aqui vedes a maior e mais pesada porta de meu reino. Quem dentre vós pode abri-la? “Alguns dos cortesãos simplesmente balançaram a cabeça. Outros, contados entre os sábios, olharam a porta mais de perto, mas reconheceram não ter capacidade de fazê-lo. Tendo escutado o parecer dos sábios, o restante da corte concordou que o problema era difícil demais para ser resolvido. Somente um único vizir aproximou-se da porta. Ele examinou-a com os olhos e os dedos, tentou movê-la de muitas maneiras e, finalmente, puxou-a com força. E a porta abriu-se. Ela tinha estado apenas encostada, não completamente fechada, e as únicas coisas necessárias para abri-la eram a disposição de reconhecer tal fato e a coragem de agir com audácia. O rei disse: “Tu receberás a posição na corte, pois não confias apenas naquilo que vês ou ouves; tu colocas em ação tuas próprias faculdades e arriscas experimentar.” Extraído de: O Mercador e o Papagaio Histórias orientais como ferramentas em psicoterapia Nossrat Peseschkian – Papirus Editora
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| 2
| Valorizando a Vida |
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| webmaster | |
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Conta a lenda que um rico mandarim chinês encheu-se de tédio pela sua vida fautosa e pelo seu poder sem limites. Nada mais despertava seu interesse, não sentia prazer por coisa alguma. Seus desejos, mal eram formulados e já estavam realizados. Tinha perdido sua ligação com a vida e não havia nele a vontade de viver. Percebeu a insensatez e a inutilidade de sua existência e temeu ficar louco. Para acabar com o sofrimento, o rico mandarim ordenou ao seu barbeiro que, num dia qualquer, sem nenhum aviso, ao fazer-lhe a barba, cortasse-lhe a garganta. Era uma ordem e tinha que ser obedecida. Nos primeiros dias, o mandarim se fez barbear com toda tranqüilidade, pois não esperava que a ordem fosse cumprida de imediato, mas, à medida que o tempo avançava, começou a se perguntar se o dia seria amanhã. O entendido mandarim passou então a viver cada dia como se fosse o último, e livre da “obrigação de viver”, o rico mandarim se pode permitir ver como era lindo o amanhecer, como eram diferentes os tons de verde dos seus campos, como era alegre o canto dos pássaros e como eram belas as suas cores, como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades. Viu também toda a beleza de uma tormenta, numa exibição gratuita de energia e violência. Viu também que tinha um corpo e se deu conta de que, só tendo um corpo capaz de sentir, podia viver a beleza da vida. Por tudo isso valia a pena viver! Agora o barbear era uma agonia e, embora tivesse dado uma contra-ordem ao barbeiro, mandou decapitá-lo, por via das dúvidas.
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| Vendedor de Balões |
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| webmaster | |
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O vendedor de balões Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões. Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões. Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista. O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas… Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou: – Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros? O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse: – Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
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