| Como Ajudar Seu Filho a Superar o Trauma |
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| Enviado em Thu 07 Jun 2007 por fernando (1668 leituras) |
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Como Ajudar Seu Filho a Superar o Trauma Don A. Blackerby, Ph.D. Com o passar dos anos,
trabalhando com estudantes de todas as idades, comecei a perceber o papel muito
negativo que o trauma representa na vida de todos nós. Ah, eu sei e todos
sabemos que abuso sexual, físico, emocional e mental é
traumatizante. Mas, estou falando sobre os tipos mais sutis de traumas os quais
nós, como sociedade, parecemos não enxergar. Estes eventos, aparentemente
simples e inocentes, estão acontecendo quase que diariamente com muitas das
nossas crianças e nós pais, estamos ignorando ou não temos a habilidade para
fazer algo imediatamente. Espero que este artigo dê essas habilidades aos
leitores. Eu comecei a buscá-la nos estudantes com os quais trabalho. De fato,
isto realmente veio para o primeiro plano da minha consciência quando comecei a
trabalhar com estudantes com Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA). Eles são,
na minha opinião, um dos grupos de estudantes mais difamados e traumatizados
que existem. Depois comecei a reparar também em muitos dos meus outros
estudantes. Em seguida, também nas crianças fora do ambiente da escola. Eu
escrevi um artigo para a Anchor Point
chamado "Kids Shooting
Kids" (Blackerby,
Julho 1999) (Crianças
Atirando em Crianças), no qual resumi o trauma como uma das causas mais
comuns para a reprovação, para o abandono da escola e mesmo, em casos extremos,
de atirar nos outros. Não faz muito tempo, fui
visitar meu filho e sua família. Quando estávamos dirigindo o carro, meu filho
me falou sobre algo que tinha acontecido com meu neto e me perguntou o que
poderia fazer para preservar seu filho de ficar traumatizado pelo fato. Eu sugeri
diversas coisas que ele podia fazer. Mais tarde minha esposa me disse:
"Você sabe que muitos pais não conhecem aquelas coisas que você estava
falando para ele. Quando eu estava criando minha família, eu daria qualquer
coisa para saber disso. Você precisa escrever sobre isso."
Bem, aqui está! A idéia de um artigo logo evoluiu para um livro
aplicando Programação NeuroLingüística
(PNL) para os pais. E este artigo foi extraído deste novo livro a ser publicado
- "Rediscover the Joy of Parenting". Obviamente, do exposto
acima, eu acredito que o trauma representa um enorme papel na vida das
crianças. E, não é o grande trauma que está em questão; são os traumas do tipo
sutis e que, em grande parte das vezes, passam despercebidos. Nós precisamos
estar preparados para fazer algo sobre isto imediatamente e no mesmo local se
nós imaginarmos que as nossas crianças estão sendo traumatizadas. Espero que
com este artigo você aprenda algumas maneiras muito específicas e poderosas
para tratar disso. Por agora, vamos nos focar na sua natureza, efeitos e
origens. A Natureza do Trauma De acordo com o dicionário,
trauma é: 1. uma injúria corporal, ferida ou choque.
2. uma experiência emocional dolorosa, ou choque, muitas vezes produzindo um
efeito físico duradouro e, algumas vezes, uma neurose. Nosso foco será na
segunda definição. Como disse antes,
provavelmente todo mundo entende o trauma se uma criança (ou qualquer um neste
caso) é abusada sexual, física, emocional ou mentalmente. O que muitos de nós
não percebemos é como pequenos acontecimentos podem ser traumatizantes. Um
acaso ou um comentário eventual pode causar um trauma. Um olhar no rosto pode
causar trauma. Uma nota baixa num teste na escola pode causar trauma. Ser o
último selecionado na escolha de um time pode causar trauma. A lista prossegue. Eu fiz uma pesquisa com
adultos sobre os melhores e os piores períodos que eles tiveram na escola. Os
piores momentos sempre tiveram algum tipo de trauma. Quando abordo esta idéia
em alguma palestra ou workshop, sou sempre inundado pelos comentários dos
participantes querendo compartilhar seus períodos traumáticos na escola.
Comentários como: "Deixe eu lhe contar o que ocorreu comigo na aula da
Sra. Smith no segundo ano!" "Deixe eu lhe contar sobre um comentário
que eu ouvi por acaso de um dos meus professores falando sobre mim!", etc.
Em seguida dirão algo como "eu nunca vou esquecer daquele incidente – ele
ficou gravado em mim e me afetou de modo muito negativo!" Eles também vão
contar sobre histórias da vida familiar e coisas que aconteceram entre eles e
no meio de seus irmãos e pais. De novo, muitas vezes, na superfície o
acontecimento parece inofensivo. Assim, como isso ocorre?
Como pode uma observação aparentemente inocente ou um acontecimento causar
tamanho estrago ou trauma? É porque não é necessariamente a observação ou o
acontecimento que causa o problema, é o SIGNIFICADO que o indivíduo atribui a
ela. Se o SIGNIFICADO tem uma qualidade emocional que é dolorosa e ofensiva, o
acontecimento se torna traumático. Muitas vezes o significado é tão doloroso e
ofensivo porque o indivíduo tem atribuído a ele um significado ao nível lógico
da identidade o qual o faz ainda mais duradouro. Algumas vezes o comentário
pode ser cruel e obviamente traumático. A criança não tem que adicionar
significado, ele está implícito no comentário. Uma vez enquanto eu estava dando
o treinamento certificado de "Rediscover the Joy of Learning",
notei um homem bem vestido e de boa aparência parado no fundo da sala. Seu
trabalho era tomar conta das bebidas, do gelo e da sala. Ele obviamente estava
ouvindo com muita atenção. Num dos intervalos, veio falar comigo e comentou,
"Você sabe que o que está ensinando a estas pessoas é muito bom e vai
ajudar muitas pessoas. Se eu soubesse ao menos escrever ou ler melhor, eu
poderia ser o gerente deste motel invés de limpar os quartos. Mas, eu não
consigo ler os memorandos e não posso escrevê-los porque não sei escrever." Continuou ele, "Durante meus
primeiros anos de escola, eu estava numa classe especial e não ia bem na
escola. Eu me lembro que na sexta série, a professora de matemática me mandou
ao quadro para resolver um problema de frações. Quando eu não consegui, ela
gritou ‘Você é muito estúpido! Vá se sentar! Você nunca vai conseguir ser
alguém!’" Ele me disse que depois de alguns anos saiu da escola, teve
problemas com a justiça e passou um tempo na cadeia. Agora tem família e está
tentando ser um bom pai, mas é limitado no que pode fazer. O incidente no sexto
ano e outros mais como esse, o convenceram de que ele não tinha condições de
aprender alguma coisa na escola. O Efeito do Trauma Quando você entende o
caráter do trauma e é ofensivo, tem impacto emocional, e associado com uma
compreensão nos níveis lógicos, é fácil ver o efeito devastador e duradouro
dele. A menos que seja tratado, ele tem um grande impacto para o resto da nossa
vida. Ele afeta as nossas crenças sobre nós mesmos e a nossa habilidade de ser
competente no mundo. Essas crenças limitantes repercutem em todos os nossos
níveis lógicos. Nós escolhemos nossas atividades, e mesmo nossos empregos,
baseados nestas crenças limitantes. E algumas vezes estas escolhas são tão
limitantes, que elas afetam por anos a nossa felicidade e a paz de espírito. E,
geralmente, nós não entendemos o porquê, pois a verdadeira origem da limitação
está enterrada no fundo da nossa mente inconsciente. Alguns anos atrás, eu
estava trabalhando com uma aluna universitária cujas notas estavam começando a
piorar. Ela estava no primeiro semestre de uma grande universidade. Depois de
avaliar algumas das suas estratégias de aprendizagem e sua postura sobre
escola, aprendizado, etc., tornou-se óbvio para mim que ela não gostava do seu
curso. Ela estava estudando jornalismo. Quando lhe perguntei por que escolhera
jornalismo se não gostava do curso, ela me disse que era porque no jornalismo
não tinha matemática. Ela odiava matemática e acreditava que não conseguia
aprender. Nos seus primeiros anos de escola, ela teve diversos acontecimentos
ruins que a traumatizaram com a matemática, e ela decidiu que não podia
aprender matemática. Ela realmente queria ser enfermeira, mas sabia que não
conseguiria passar em matemática e nas ciências que continham matemática. A boa
notícia desta história, é que eu a ensinei como aprender e como pensar em
matemática para que isso fizesse sentido para ela. Ela voltou para a faculdade,
mudou seu curso para enfermagem e cerca de um ano ou mais me informou de que
ela estava no Quadro de Honra da faculdade e feliz com seu curso. As Origens do Trauma As principais origens de
traumas para as nossas crianças são a escola, a família, os colegas e a
sociedade. Como citei anteriormente, alguns tipos de trauma são óbvios e muito
conhecidos por todos. Entretanto existem alguns que não são tão óbvios e
conhecidos. Como eu continuo a trabalhar com estudantes, se tornou claro para
mim que nós estamos traumatizando os estudantes em nossas escolas. Muito do
trauma nas escolas vem do fato de que nós não ensinamos os estudantes COMO
aprender nas salas de aula. Nem ensinamos a eles como pensar sobre a escola,
para que a escola e as tarefas que nós pedimos para eles fazerem, façam sentido
e que eles estejam motivados para fazê-las. Visto que isto não é óbvio para
todos, nós então lançamos a culpa nos estudantes quando eles não se saem bem ou
descobrimos que não estão motivados. Quando este fenômeno ocorre, o estudante é
pego no meio. Quem iria questionar a escola? Quem iria questionar o professor (bem, alguns iriam)? Esta
ausência de estratégias efetivas de aprendizagem e a ausência do conhecimento
de como pensar sobre a escola não está nem mesmo na tela de radar do público ou
dos funcionários públicos da escola. Todos se voltam para o estudante como o
único errado. Quem é ele ou ela para questionar as autoridades? O estudante só
sabe que está frustrado ou confuso e começa a se deprimir. Isto produz trauma.
Quanto trauma depende da escola e do sistema familiar; e de quanto apoio o
estudante consegue em contrapartida à culpa e pressão que ele recebe. Quando eu
comecei, primeiro tentando apontar as brechas aos profissionais educacionais,
eles me olharam como se eu estivesse louco. Mais tarde quando tentei explicar o
efeito traumático que isto estava tendo nos estudantes, eles me olharam como se
eu estivesse REALMENTE louco. Somente agora estou começando a conseguir que as
pessoas prestem atenção nisto. Outra origem de traumas na escola é o sistema de
notas. A curva normal (tipo sino) pressupõe que uma grande parte da aula vai
ter notas fracas. Visto que nós deixamos aos estudantes encontrarem a direção
correta de como fazer as tarefas escolares que nós atribuímos a eles, algumas
vezes eles não encontram os meios efetivos e/ou
eficientes para realizar estas tarefas. E ainda, sofrem pressão para fazê-las e
fazê-las bem. Isto produz trauma – especialmente quando tiram notas baixas. Uma outra origem de trauma
vem de dentro da família. Nós pais não recebemos manuais de operação com o
nascimento de nossas crianças. Quando as coisas não estão indo bem com nossos
filhos, nós pais algumas vezes não estamos aptos a tratar com desembaraço os
problemas. Além disso, nós temos o trabalho, outros filhos, a pressão de prover
o sustento, junto com a pressão do stress e a tensão quando as diversas
personalidades dos nossos filhos e dos outros familiares aparecem, ao mesmo
tempo, com diferentes programas. Tenho confiança de que este artigo possa
colocar uma luz nesta área muito estragada da vida das nossas crianças e, que
nós possamos aprender alguns meios precisos e poderosos para tratar com os eventos
antes que eles se tornem traumatizantes. Numa família, o pai perdeu
o emprego e sua esposa ficou grávida quase simultaneamente. Como os dois
trabalhavam, o filho de um ano e meio ficava numa creche. De repente, o filho
tinha o pai que ficava em casa. Com a aproximação do final da gravidez, o pai
conseguiu outro emprego e o filho voltou para a creche. Logo depois a mãe deu a
luz e voltou para casa com um novo bebê. Imagine o que esse filho de um ano e
meio estava pensando. Eu não me surpreenderia com o significado que ele estava
associando a todas estas mudanças? Quais significados os pais estavam
associando para as mudanças? Mudança pode criar trauma, especialmente se nós
sentimos que está fora de nosso controle. Outro dia eu contava para
uma amiga que estou escrevendo um livro sobre o trabalho dos pais para criar um
filho. Imediatamente ela me disse: "Só me diz como fazer minha filha ir
para a cama quando é hora! Nós brigamos sobre isso todas as noites." Quando falo sobre o livro, eu tenho colecionado muitos,
mas muitos exemplos a mais, muito específicos de como as famílias brigam sobre
simples incidentes e comportamentos. Infelizmente, o acontecimento não
permanece simples se a briga ocorre repetidas vezes (consulte o artigo "Kids Shooting Kids"
publicado no Anchor Point,
julho 1999). No último verão, um dos
meus netos com a idade de dois anos e meio foi diagnosticado com leucemia. Como
você pode imaginar, toda a família estava traumatizada. O meu neto tem uma irmã
com quatro anos e um irmão com seis anos. Se você quer um acontecimento repleto
de oportunidades para ficar traumatizado, tente esta situação. O irmão, a irmã
e todos os demais tiveram que conviver com esta situação nova. Com as crianças
percebendo muitas mudanças inesperadas acontecendo em torno delas e o pânico
resultante, isso deu a elas amplas oportunidades para ficarem traumatizadas.
Some a isso, o fato de que dentro de poucas semanas depois do diagnóstico, o
irmão de seis anos estava iniciando o primeiro ano e a sua irmã estava entrando
na escola pela primeira vez. Tudo isso deu muito mais oportunidades para
trauma. Olhando este fato depois de seis meses, estou muito feliz em informar
que o câncer está em remissão e que a família reuniu-se em torno do evento e
com isso ficou muito mais saudável como uma família. Isso é um exemplo
verdadeiro de como a força da mãe e do pai e os significados positivos que eles
atribuíram aos acontecimentos transformaram uma catástrofe potencial numa
experiência de crescimento positiva para todos. Colegas podem ser uma das
grandes origens de traumas. Ser bem estimado pelos outros é uma das
necessidades mais importantes das crianças. Quando meu filho estava na
quinta série, ele mudou de escola. Mais ao menos um mês depois de começar o
primeiro semestre, ele me perguntou muito sério: "Pai, como eu consigo o
respeito dos meus colegas? Eu não sou um astro no esporte, nem um brigão, nem
sou um dos mais inteligentes da classe. O que eu posso fazer?" Essa é uma
pergunta muito boa para um aluno da quinta série. Tentando pensar rápido, eu
disse a ele para encontrar algo no qual ele fosse realmente bom ou, aprender a
fazer algo em que podia se tornar bom e então, focar em ser o melhor nesta
atividade. Ele foi a uma faculdade local que oferecia aulas de atores para
crianças. Como parte da conclusão do curso, eles montaram uma peça que tinha
tanto alunos da faculdade como crianças e, apresentaram a peça ao público. A
sua classe do quinto ano foi convidada para assistir a peça. Ele era um ARTISTA
e isso fez bem para seu ego e auto-estima. (Como observação adicional,
recentemente visitei meu filho e perguntei se ele se lembrava do fato. Ele não
só lembrava da pergunta, mas também palavra por palavra do conselho que eu
tinha dado.) O acontecimento mostra como é importante para as crianças serem
aceitas, apreciadas e bem estimadas pelos colegas, família e professores. E, se
elas não o são, é traumatizante. Nós, algumas vezes, falamos (como se)
brincando de como as crianças são cruéis com as outras. Quão egoístas elas
podem ser em suas observações sobre as outras. Estas observações são muitas
vezes traumatizantes para quem as recebe. Ou tomemos o caso dos brigões. Quando
uma criança tem um brigão na sua classe ou na vizinhança, ela pode ter um
trauma perpétuo. Ainda bem que muitas escolas estão tratando o caso dos brigões
de maneira muito produtiva. Eventos que acontecem na
nossa sociedade podem ser traumatizantes para crianças de todas as idades. A
televisão é uma das principais culpadas nos dia de hoje. Pense no efeito
traumatizante do 11 de setembro de 2001 em Nova York e no Pentágono. Muitos
adultos e crianças não só ficaram traumatizados, mas estão sofrendo até hoje
por causa destes acontecimentos. Além disso, mudou o modo como nós vivemos e
pensamos sobre a nossa própria segurança e confiança, bem como de nossas
famílias. Enquanto estou escrevendo este artigo, mais notícias sobre guerras
vêm predominando nos noticiários. Crianças e adultos não conseguem escapar, e
não temos controle pessoal disso. Alguns de nós nos sentimos abandonados
e desorientados - isso é traumatizante. Se as nossas crianças percebem o
nosso medo ou receio, elas também o sentem, e também pode ser traumatizante. QUALQUER ACONTECIMENTO pode
ser traumatizante. Não importa quão inocente ou descarado, nem importa o que
pretende ser ou não. Tudo depende de qual o significado a criança atribui a ele
e o efeito deste significado. Por isso é tão importante e tão poderoso ter a
habilidade de descobrir o significado atribuído e ajudar a criança a atribuir a
ele um significado fortalecedor. Com as habilidades que você pode aprender
neste artigo, você se tornará um recurso poderoso para seus filhos. Como Tratar o Trauma Eu trato o trauma em três
níveis. Nível um é o significado que está atribuído a ele. Nível dois é tratar
as crenças limitantes que estão associadas a ele. E nível três é o aspecto
emocional. Algumas vezes você tem que trabalhar em todos os três níveis.
Encontrar o significado irá ajudar a conduzir para as crenças limitantes.
Muitas vezes se você eliciar e mudar o âmago das crenças limitantes em torno do
trauma, tudo mais irá desanuviar-se. A chave é ter a certeza de que você
consegue isto em todas as crenças limitantes. Você pode tratar com o
aspecto emocional do trauma usando a PNL de diferentes maneiras. Você pode usar
o Processo de Cura da Fobia da PNL que é o processo de visualização e
dissociação. Isso, simplesmente, irá tirar as emoções e deixar a memória do
acontecido. Você pode usar o Processo de Re-imprinting.
Este é um dos mais poderosos processos de mudança de PNL que está disponível.
Se você quiser usar esse processo, eu recomendo muito que você encontre um Master Practitioner de PNL para
ajudá-lo. Este processo irá retirar as emoções, mudar as crenças limitantes e
transformar o trauma numa experiência positiva de aprendizagem ao nível lógico
de identidade. A PNL tem também diversos processos para eliciar diretamente e
mudar as crenças limitantes. Um processo não PNL
fantástico para usar no trauma é EFT (Emotional Freedom Technique - Técnica para
liberar o emocional). EFT foi desenvolvido por Gary Craig (www.emofree.com)
e é um processo que equilibra a energia do corpo. Quando nós estamos
imobilizados num estado negativo (por causa de um trauma ou não), o fluxo de
energia (algumas vezes chamada de chi) é bloqueado e
nós ficamos sem recursos. Esta energia bloqueada e negativa irá manter as
crenças limitantes e fazer com que elas se tornem auto-realizáveis. Executar
EFT nas emoções negativas ou nas crenças limitantes pode limpar o corpo, dando
um grande alívio. Encontrando o
Significado Associado Encontrar o significado que
o seu filho tem associado a um acontecimento é bastante simples. Tenha certeza
de que a criança está num estado bom e de recursos e que você pode fazer rapport com ela. Então faça uma ou mais das seguintes
perguntas e ouça atentamente ao significado: 1) "Quando
você pensa nesse acontecimento, qual o significado que ele tem para você?" 2) "O
que você acha que esta pessoa estava tentando fazer?" (quando
envolve outra pessoa) 3) "Quando
você pensa sobre o que você fez, o que isso significa para você?" 4) "O
que você pensa que a outra pessoa pensa sobre você? Que tipo de
pessoa ele pensa que você é?" Se o significado for
positivo, você não tem nada com que se preocupar. Você pode conversar com elas
sobre o significado e aperfeiçoar este modo otimista delas pensarem. Por
exemplo, uma vez estava falando com um jovem que eu havia recém encontrado. Ele
tinha quinze anos e havia sofrido graves queimaduras na sua juventude. Ele
tinha ficado muito desfigurado. Como você pode suspeitar, na maior parte da sua vida, haviam feito troça dele e o rotulado com
apelidos. Entretanto, ele não parecia desconfortável sobre o seu aspecto ou
cicatrizes. Enquanto nós falávamos sobre várias coisas, deixei escapar algumas
perguntas sobre como os outros o tratavam e sobre os apelidos ofensivos. Sua
resposta foi: "Quando eles dizem coisas como estas sobre mim, isto me
permite conhecer o tipo de pessoa que eles são e então, me dou conta de que
eles têm mais problemas do que eu." Qual sua
resposta com relação a realizar uma cirurgia plástica? "Acho que não
quero. Este tipo de cicatriz me deixa único e eu gosto deste sentimento. Ao
mesmo tempo, quando crescer quero me tornar um palestrante motivacional
para pessoas que sofreram tragédias como a minha." Muito
bem colocado meu jovem, você não acha? Se o significado for
negativo, eles normalmente vão criar uma crença negativa e limitante, algumas
vezes ao nível lógico da identidade. Isso irá acontecer, de modo particular, se
os acontecimentos forem repetitivos ou muito emocionais. Mudar o significado e/ou a crença para uma positiva é poderoso e muito útil. Mudando Lingüisticamente
Significados Negativos e Crenças Por existirem muitos
acontecimentos traumatizantes possíveis, é difícil saber onde começar com os
exemplos. Assim, vou pegar alguns, para dar exemplos dos padrões lingüísticos
que podem ser usados para mudar tanto os significados negativos como as crenças
negativas, ou ambas. Estes padrões de linguagem são chamados de presdigitação lingüística (Sleight
of Mouth). Eles são planejados para soltar as crenças
limitantes. A lista completa dos padrões de presdigitação
lingüística vem a seguir com as possíveis respostas para os três eventos
abaixo. Para o primeiro evento,
vamos imaginar que uma criança não fez algumas tarefas em casa que seu pai
havia pedido para fazer. O pai ficou furioso e repreendeu o filho. Quais são os
significados possíveis que esta criança pode atribuir a este evento? Ele pode
pensar que seu pai não gosta dele. Ele pode pensar que é um imprestável, mau ou
um fracassado. Pode pensar que seu pai ama mais sua irmã ou seu irmão. Pode
pensar que seu pai só estava num péssimo dia. Ou pode pensar que seu pai estava
com raiva. A lista continua. Assim, vamos supor que fazemos a seguinte pergunta
para a criança: "Quando você pensa sobre o que aconteceu, qual o
significado que você atribui a isto?" Vamos supor que a sua resposta fosse
"Visto que não fiz minhas tarefas, eu sou mau!" O segundo evento pode vir
de uma discussão que os pais tiveram com seu filho depois que ele recebeu uma
nota baixa porque não fez os trabalhos de casa. Ele declara com frustração:
"Trabalho de casa é chato e uma perda de tempo!" Neste evento, não
precisamos fazer nenhuma pergunta porque o significado e a crença limitante
foram dados de mão beijada pela criança. Ela acredita que trabalho de casa é chato
e uma perda do seu tempo. Para o terceiro evento,
vamos imaginar que um colega fez um comentário insultante sobre a aparência do
seu filho. Suponhamos que a criança use óculos e alguém a chamou de
"quatro olhos." Se você perguntar qual o
significado que ele atribui ao comentário, pode ser qualquer um dos seguintes:
"Eles não gostam de mim", "Eles pensam que eu sou feio",
"Eles não me querem como amigo." Vamos escolher a ultima e assumir
que esta foi a resposta do seu filho. Padrões de Presdigitação Lingüística 1. Redefine: Qual é o outro
significado possível que pode ser atribuído para o evento? "Isto não é sobre
ser justo ou não, não é? Isto não é sobre fazer o que seu pai pediu que você
fizesse?" "Isto não é sobre o
trabalho de casa ser chato ou perda de tempo, é sobre aprender como gostar de
fazer o trabalho e obter notas melhores." "Isto não é sobre
se eles querem você como amigo ou não, é sobre a insensibilidade e grosseria
deles." 2. Conseqüência:
direcionando a atenção para um efeito (positivo ou negativo) da crença ou
relacionamento definido pela crença. "Não fazer suas
tarefas pode lhe causar mais problemas com seu pai na próxima vez." "Não fazer seus
temas de casa só vai lhe trazer mais notas baixas no futuro." "A observação faz
você saber que você não quer escolhe-los
como seus amigos." 3. Intenção: direcionando a
atenção para o propósito ou intenção da crença (positiva ou negativa). "Quando você não
fez suas tarefas, você estava tentando provar que você era mau?" "A intenção dos
professores não é cansar você, mas dar uma chance de praticar as lições que
eles ensinaram para você." "A intenção da
pessoa que te chamou de quatro olhos era, provavelmente, se exibir na frente
dos seus companheiros." 4. Segmentação para baixo (Chunk Down): quebrando o elemento
da crença em partes bastante pequenas para que isso mude o relacionamento
definido pela crença. "Qual a tarefa que
comprovou que você era mau?" "Qual a parte
específica do seu trabalho de casa que mais te chateia?" "Na observação
feita, em que parte você imagina que ele não quer você como um amigo: o apelido
ou seu tom de voz?" 5. Segmentação para cima (Chunk Up): generalizando um
elemento da crença para uma classificação mais ampla que mude o relacionamento
definido pela crença. "Só porque você não
fez estas tarefas, você acredita que vai ser mau no resto da vida?" "Você acha que o
trabalho de casa vai ser chato e uma perda do seu tempo para sempre?" "Você está dizendo
que uma observação casual vai determinar seus relacionamentos?" 6. Contra exemplos:
encontrar um exemplo no qual não se encaixa o relacionamento definido pela
crença. "Você está dizendo
que TODA VEZ que alguém não faz suas tarefas, eles são maus?" "Nos esportes, a
prática é como o trabalho de casa na escola e você não acha que é chato e uma
perda de tempo. Disso você gosta." "Ele tem outros
amigos que usam óculos?" 7. Um outro objetivo:
desafiando a relevância da crença e trocando totalmente para um outro assunto. "O assunto aqui não
é sobre ser mau ou não, mas sobre como conseguir fazer as tarefas no futuro." "O assunto aqui não
é sobre se você está chateado ou não, é sobre como melhorar suas notas." "O assunto não é
sobre ter amigos ou não, é sobre ser capaz de enxergar com nitidez pois assim você pode ser bem sucedido." 8. Analogia: encontrando um
relacionamento análogo a este definido pela crença, mas com implicações
diferentes. "Quando o seu pai
esqueceu de levá-lo ao jogo na semana passada como ele havia prometido, isso
fez ele ser mau?" "Quando você estava
aprendendo a andar de bicicleta, você não achava que praticar era divertido e
emocionante?" "Quando o seu
cachorrinho de estimação fez uma cirurgia no olho para poder enxergar melhor,
será que mudou o seu relacionamento com ele?" 9. Recorrer ao eu interior
(Apply to Self): avaliando
a afirmação da crença em si de acordo ao relacionamento ou critério definido
pela crença. "Isto é uma coisa
muito feia de se dizer. Não lhe serve de nada." "Você já disse isso
muitas vezes. Eu achei que a esta hora você já estaria
cansado desta afirmação." "Isto não é uma
coisa simpática para você dizer." 10. Hierarquia do critério:
reavaliando a crença segundo um critério mais
importante do que qualquer um enfocado pela crença. "Deus acha que você
é bom, não é?" "Você não acha que
é mais importante encontrar outro modo de obter melhores notas do que se
preocupar se algo é chato ou uma perda de tempo?" "Você não acha que
é mais importante enxergar com nitidez, senão como você o enxergaria?" 11. Mudança de tamanho do
contexto: reavaliando a implicação da crença no
contexto da perspectiva de um espaço de tempo mais longo (ou mais curto), um
grande numero de pessoas (ou a partir de um ponto de vista individual) ou uma
perspectiva maior ou menor. "Um dia você irá
recordar esse acontecimento como um momento de aprendizagem realmente
importante." "Quando você pensa
sobre a escola como um todo e o aprendizado em geral, fazer o trabalho de casa
é somente uma pequena parte disso." "No mundo,
provavelmente, existem mais pessoas que usem óculos em comparação com as que
não usam." 12. Meta contexto:
avaliando a crença a partir de uma perspectiva de um avanço (ongoing), o contexto orientado a pessoa
(estabelecendo uma crença SOBRE a crença). "Você só se sente
assim porque acha que tem que fazer tudo perfeito." "Você se sente
assim porque imagina que TUDO na vida deve ser emocionante." "Você se sente
assim porque quer que TODO MUNDO goste de você e o queira como amigo." 13. Modelo do mundo: reavaliando a crença dentro do contexto de um modelo
diferente do mundo. "Na nossa família
nós não deixamos que um acontecimento destrua a nossa auto-
estima." "Você sabe que na
China um estudante tem que copiar os caracteres chineses durante quatro horas
toda as noites. Você não fica contente de não estar lá?" "Muitas pessoas
acham que usar óculos não tem nada a ver com amizade." 14. Estratégia da
realidade: reavaliando a crença esclarecedora da
realidade de que as pessoas operam a partir de percepções cognitivas do mundo
para construir as crenças. "Como especificamente
você sabe que é mau?" "O que
especificamente faz isto ser chato ou perda do seu tempo?" "Qual a coisa
especifica que ele disse, que fez você imaginar que ele não o quer como amigo?" Crenças, particularmente as
crenças sobre trauma, sustentam-se no espaço ocupado pela emoção do
acontecimento. A percepção é geralmente muito firme e limitada. É como ter algo
que cega a pessoa. O foco é muito direto e não
existe outra realidade. Usando a presdigitação
lingüística solta o foco. A presdigitação lingüística
direciona a atenção para outras percepções que tem a ver com a crença original,
mas ainda assim é diferente. Por isso, quando você usa a presdigitação
lingüística, não é uma questão de usar o padrão mais correto, é usar todos que
você conseguir o mais ligeiro que puder. O bombardeio constante e sem cessar
pode e, geralmente muda a crença limitante. Esta é uma das razões por que é
importante ser treinado em presdigitação lingüística
num programa de treinamento em PNL. Presdigitação
lingüística não é somente um conceito, mas uma ferramenta poderosa que pode ser
muito efetiva se usada corretamente. Um dos melhores livros sobre isso é "Sleight of Mouth" de Robert Dilts (Dilts, 1999). (N.T. já
traduzido para o espanhol.) O Processo de Fobia da
PNL Outro modo de tratar os
traumas é usando o Processo de Fobia da PNL. Esse processo retira,
principalmente, a emoção negativa do acontecimento traumático. É fácil de usar
e é, principalmente, um processo de visualização e dissociação. O processo de fobia da PNL
está sendo usado por cerca de 25 anos e tem provado ser muito bem sucedido com
todos os tipos de fobia. É simples e bastante direto, e pode ser usado em si
mesmo, se desejado. Pode ser usado com sucesso em qualquer situação quando
emoções negativas entram no nosso caminho. Os estudantes podem usá-lo contra a
ansiedade antes dos exames e os atletas antes das suas apresentações. Como foi mencionado
anteriormente, um maravilhoso processo não PNL que pode ser usado é o EFT (Emotional Freedom Technique). Você pode aprender EFT indo para o site do seus
criadores (Craig, www.emofree.com). Também pode consultar o artigo que eu
escrevi para o Anchor Point
(março, 2001) chamado "Belief Change with EFT e PNL" (Mudança de
Crenças pela PNL e EFT). O artigo também está no meu site www.nlpok.com. Sumário Uma das armadilhas em que
nós pais caímos, é falhar em reconhecer o que na aparência são acontecimentos
simples e diários, mas que podem causar traumas em nossas crianças. Todos nós
deveríamos ser capazes de perceber os grandes acontecimentos que são obviamente
traumatizantes e assim, provavelmente, poderíamos conseguir ajuda imediata para
o nosso filho. Em minha experiência de trabalho com centenas de estudantes de
todas as idades, são comuns e abundantes os acontecimentos mais sutis
apresentados neste artigo; e, isso afeta nossas crianças para o resto das suas
vidas. Tenho confiança de que este artigo pode nos alertar para o perigo
potencial e fornecer algumas ferramentas para ajudar a tratar nossas crianças
de imediato ao invés de deixá-las ferver lentamente. Nossos filhos merecem. Bibliografia Blackerby, Don A, "Kids
Shooting Kids", Anchor Point, Julho, 1999. Blackerby, Don A., "Belief
Change with EFT and NLP," Anchor
Point, Março, 2001. Craig, Garylackerby,
Developer of Emotional
Freedom Technique (EFT), www.emofree.com Dilts, Robert, "Sleight
of Mouth," Meta Publications, 1999. Sobre o autor Don A. Blackerby
Ph.D.
é o fundador de SUCCESS SKILLS, Inc. em Oklahoma City,
Oklahoma, E.U.A. Ele foi professor de matemática e
reitor de faculdade e fundou o SUCCESS SKILLS em 1981, a fim de focalizar o uso
da Programação Neurolingüística (PNL) para ajudar
estudantes com dificuldades na escola. Em 1996, ele escreveu o livro "Rediscover the Joy of Learning", no qual
descreve suas estratégias e processos baseados na PNL e as maneiras como ele ajuda os estudantes com dificuldades, inclusive aqueles que
têm problema de Desordem por Déficit de Atenção (ADD). Ele pode ser contatado
de diversas maneiras. Seu endereço e número de telefone são: SUCCESS SKILLS,
P.O.Box 42631, Oklahoma City, OK 73123 City, USA. Telefone: 405-773-8820 Fax:
405-773-5427 E-mail: info@nlpok.com, e seu site www.nlpok.com. Publicado na Anchor
Point, Maio , 2003 |
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